DNBCast 009 – DJ Samuhka

Samuel Santiago mora em Araraquara, interior de SP, e tem um gosto musical que combina muito com a ambição do DNBCast. Não queremos um som manjado, pra bombar pista e dar milhares de cliques. Nossa pretensão é mostrar sonoridades que acreditamos ser evoluídas. Sem receio em experimentar, queremos, acima de tudo, inovar. Pra isso convidamos Samuhka, que gravou um set com os sons que acredita!

Você é um DJ de drum’n bass que mora no interior. Como é se manter animado com a discotegem com tão poucas festas pra tocar?
Sinto que o que mantém mesmo é a paixão pelo estilo, que bateu no peito muitos anos atrás e que ainda hoje continua se identificando com os meus rítmos internos e externos . Outro fator importantíssimo são os amigos que também gostam e ouvem, e que juntos, mantemos um interesse coletivo. A falta de festa não desanima. Gosto de discos e MP3, amo tocar e misturar músicas, trocar batidas e rítimos, independente se é no meu escritório, só para mim, ou nas festas particulares que promovemos para nossa curtição.

Fale um pouco sobre o seu set, como você chegou nessa seleção?
Esse set é um experimento a fim de explorar uma ampla gama de sonoridades, sentimentos, cores e principalmente batidas, mas que continua soar único forte e emocionante como o DNB.

O que você está achando do caminho que o drum’n bass está tomando? Qual sua impressão sobre as produções recentes?
Dentre todos os estilos da “música eletrônica ou dance” – não sei se isso ainda se aplica nos dias de hoje -  ele é o que tem a personalidade mais distinta e versátil. Desde o surgimento do jungle, o drum’n bass sempre evoluiu muito e está muito a frente do seu próprio tempo. O que acontece com o estilo hoje é o que sempre aconteceu com naturalidade.  Novas influêncais são trazidas, outros sons são apoderados, depois  tudo isso é experimentado, aprimorado, digerido e, aos poucos, selecionado até o nascimento de algo completamente novo. Mas o drum’n bass é lindo por isso, continua sendo algo único. Continua sendo drum’n bass. Seres humanos puristas vão defender a tradição e o “como era antes”. Mas não é o drum’n bass quem parou no tempo, foram eles. Pra mim o DNB soa como sempre soou desde 1998: bonito, novo e de grave.

Tracklist
01 – Sphere – Skeptical
02 – Mystical Mentality – Genotype
03 – Steptoe – Calibre
04 – Hot Hands – Marcus Intalex
05 – First Time – Subwave
06 – Dont Want To Be – DJ Madd
07 – Should I – Jaybee, Sinistarr
08 – Don’t Look Back – Bungle
09 – Dark Impulses – Bazil
10 – I Feel U – Icicle
11 – Whispers Of Scandal – S.P.Y. Remix – Pessimist
12 – Abstractions – June Miller Remix – DatA
13 – Smooth – Ruin
14 – Fuse – SatO
15 – Link To The Past – Loadstar
16 – Mokhito – Derrick, Tonika
17 – Splinter In Your Mind – Villem
18 – Wicked Dub – Eveson
19 – Tavistock Dub – Zero T
20 – Posers – Breakage

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Sobre Gabriel Quintão

Fotógrafo, jornalista e apaixonado por boa música.